Foto de: Mariano Pereira, cedida pela Fundação Zoobotânica do Estado do Rio Grande do Sul  
Foto de: Mariano Pereira, cedida pela Fundação Zoobotânica do Estado do Rio Grande do Sul 

 

 

 

 

 

Foto de: Mariano Pereira, cedida pela

Fundação Zoobotânica do Estado do Rio Grande do Sul 

 

 

Brinco-de-Princesa

     O seu nome científico é "Fuchsia", em homenagem ao médico e botânico Leonhart Fuchs, nascido na cidade alemã de Wemding, em 17.01.1501 e falecido em Tübingen, em 10.05.1566.

    A flor é pertencente à família das onagráceas, da qual é o gênero mais conhecido. São arbustos ascendentes (trepadeiras), que abrangem cerca de 125 espécies. Originária das regiões banhadas pelo Oceano Pacífico, desde o México até o extremo sul argentino ( 120 espécies na América latina), estendendo-se até a Nova Zelândia ( 4 espécies), onde se encontra a mais exuberante das espécies (Fuchsia exorticata) que chega atingir 10 metros de altura. Há, também, uma espécie encontrada no Taiti.

     No Brasil destaca-se a Fuchsia integrifólia que atinge cerca de 8 metros de altura. Suas folhas são verdes do tipo ovais, lanceoladas ou dentadas e algumas, como a Fuchsia triphylla, têm cor vermelho-púrpura no dorso. As flores apresentam-se em inflorescências singelas e delicadas, pendentes, nas cores vermelhas e púrpuras, e laranja-escarlates que desabrocham de janeiro a abril. Há inúmeras variedades híbridas cultivadas como ornamentais que se diferenciam pela combinação de suas cores: rosa e branco; rosa e vermelho; e rosa e púrpura.

    A flor brinco-de-princesa prefere luz indireta, mas intensa. Não tolera local sombreado. As regas devem ser moderadas. No verão regar pouco, pulverizando as folhas com água freqüentemente. A multiplicação é por estacas (pedaço do caule), no final da primavera ou no começo do outono. Corte em diagonal um galho de mais ou menos 15 cm, com pelo menos duas gemas, eliminando-se as folhas inferiores e enterre 1/3 no solo. A planta deve ser podada levemente em agosto e após ser reenvasada com um composto orgânico de boa qualidade.

    A indicação da "Fuchsia regia", espécie típica da Mata Atlântica, como flor símbolo do Estado do RS (Decreto 38.400, de 16.04.98), foi fruto do seu aspecto de grande beleza plástica, fácil cultivo e seu potencial paisagístico.